Fotografia para Iniciantes

Quanto cobrar na fotografia?

Quanto cobrar? 6 passos para você definir o valor do seu trabalho

Decidir quanto irá cobrar é certamente um dos grandes desafios para um fotógrafo. Afinal, se não parar para pensar sobre o assunto e “chutar” um valor que considere adequado, estará correndo sérios riscos de estar cobrando muito barato (e, diga-se, tendo prejuízo) ou caro demais (certamente, “espantando” muitos clientes).

Claro, há muitas particularidades. Um profissional iniciante e inexperiente certamente deverá cobrar menos do que um profissional já renomado no mercado, por exemplo. Mas existe, sim, uma lógica que possa ser aplicada nos dois casos, ou seja, um cálculo de custos que dará a base mínima de preço.

Pensando nisso, abaixo você confere os principais passos para definir um preço justo para o seu trabalho:

1. Diária de trabalho

Pense num valor de diária do trabalho: o que você julga adequado receber por um dia de seu esforço. Inclua aí também um valor de diária no computador, pois, atualmente, é impossível trabalhar sem ele: você baixa os arquivos, faz os ajustes necessários, grava DVD’s etc., para depois entregar o resultado. Tudo isso é trabalho, e não diversão.

2. Número de trabalhos por mês

Pense em quantos trabalhos você faz ou deseja fazer em um mês. Quatro, por exemplo, é um número aceitável em muitas áreas da fotografia (menos na área jornalística).

3. Depreciação dos equipamentos

Juntamente à diária de trabalho, inclua uma porcentagem de depreciação dos equipamentos que você utiliza para trabalhar (fotográficos e de informática). Uma porcentagem aceitável é de 1% de tudo, como câmera, lentes, acessórios, software etc. E deverá ser adicionada a todos os seus trabalhos.

Então, por exemplo, se o total de equipamentos é R$20.000,00, você deve adicionar R$200,00 reais de depreciação em cada um de seus orçamentos.

4. Margem de lucro

É preciso pensar numa margem de lucro, por exemplo, 30% do valor da diária.

5. Custos fixos

Calcule o mais aproximadamente possível seus custos fixos, como aluguel, telefone, impostos, contador… Some tudo e divida por quatro (ou seu número médio de trabalhos). O resultado deve ser adicionado a cada orçamento, com a lógica de que o seu trabalho deve pagar suas contas.

6. Custos variáveis

Leve em conta ainda os custos variáveis/específicos de cada trabalho, como, por exemplo: combustível, estacionamento, alimentação etc. Normalmente, este ponto irá variar em cada orçamento.

Somando tudo, enfim, é possível chegar a um preço mínimo: diária + lucro + depreciação + custos fixos + custos variáveis.

Exemplificando…

Para exemplificar: para uma diária de R$600 e um volume de equipamento em torno de R$10.000, seriam calculados R$600 + R$180 (30% de lucro) + R$100 (1% de depreciação) + R$250 (baseado num custo de vida de R$1.000 ao mês, somando luz, água, telefone, contabilidade etc., e dividido por 4) + R$100 (de custos variáveis, pensando, por exemplo, em compra de pilhas, um almoço e valor de estacionamento). O total seria de R$1.230 e este seria, então, o valor mínimo que você deveria cobrar por trabalho.

É claro que este é apenas um exemplo, utilizando valores ilusórios. E, mais uma vez, vale reforçar que o valor da diária variará muito de profissional para profissional, bem como o volume do equipamento. Mas este é um cálculo base para você pensar sobre o preço do seu trabalho sem ter prejuízos.

Afinal, “chutar” qualquer valor ou cobrar “o que um colega cobra” (mesmo sabendo que cada profissional tem suas particularidades, custos, formas de trabalhar etc.) pode estar atrapalhando o seu negócio e não permitindo que você se destaque no mercado que escolheu.

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